A produção do nosso segundo curta está a todo vapor...
Com Amor,
C'est la Vie.
A C'est la Vie é uma nova agência de produções e filmagens, integrada por alunas do 3º ano de Jornalismo da PUCPR, que procura reproduzir acontecimentos cotidianos. Ajeite-se na poltrona, pegue sua pipoca e curta nossas indicações de fimes, vídeos, matérias e muito mais.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Das perguntas que uma foto responde...
O que um livro diz sobre você?
Quantas lembranças podem guardar uma foto?
Aos poucos vamos encontrando as respostas...
Quantas lembranças podem guardar uma foto?
Aos poucos vamos encontrando as respostas...
Com Amor,
C'est la Vie.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Crowdfunding: uma alternativa para o financiamento de produções culturais
Produzir
um filme no Brasil não é uma tarefa simples, principalmente quando o assunto é
dinheiro. Se você não dispor de muito dinheiro, tem que buscar financiamento do
governo, o que também não é fácil de conseguir.
Uma
nova alternativa é o crowdfunding, um fundo de investimento coletivo que
arrecada dinheiro para determinados projetos, filmes, CD’s, entre outros.
O
cineasta Aristeu Araújo escreveu o curta “Com todo o amor de que disponho”, mas
não sabia como tirar do papel. “Para se financiar um filme de curta-metragem,
atualmente, há basicamente dois caminhos: ou o realizador banca do próprio
bolso a empreitada, ou busca um prêmio junto a editais públicos”, conta.
O
cineasta tentou um financiamento público, mas, como o filme se passa em
Curitiba e em Foz do Iguaçu, não se enquadrava nas normas do governo. “Então,
automaticamente, comecei a me planejar para eu mesmo bancar os custos mínimos
do filme”, revela.
No
entanto, mesmo com a colaboração dos atores e da equipe que iria fazer tudo de
graça, o filme parecia inviável. “O financiamento coletivo veio, então, como
uma terceira opção. Pedimos apenas sete mil reais, o que é o mínimo do mínimo
necessário. Conseguimos aproximadamente 8,5 mil”, explica. O curta está em
pré-produção e tem planos para rodar na primeira quinzena de dezembro.
Ele
critica a falta de incentivo por parte do governo do Paraná para obras de áudio
visual. “Para melhorar, é necessário entender que o cinema é um setor
estratégico. Investir no cinema é investir na própria auto-estima do povo”,
diz.
Outro
grupo que optou pelo financiamento coletivo foi o grupo musical Ser Tão Trio.
Bruno Menegatti, rabequeiro do grupo, conta que foi a primeira experiência
deles com o crowdfunding e deu um ótimo resultado. “Ficamos muito contentes por
atingir o nosso orçamento pra gravação de disco apenas com divulgação entre
parentes, amigos e nas redes sociais em geral. Optamos por essa alternativa
porque acreditamos na capacidade das pessoas se unirem e realizarem algo dessa
maneira”, explica.
O
Ser Tão Trio esteve pela primeira vez em Curitiba no primeiro semestre de 2014.
“Gostamos muito da capital paranaense. Pudemos tocar em cinco espaços
diferentes da cidade com o projeto "Isto é modinha", inclusive no
Solar do Barão e no Teatro do Paiol, que são espaços muito bonitos e
tradicionais da cidade”, conta.
Menegatti
explica que a produção de um disco tem diversos gastos como horas de estúdio,
de gravação e mixagem, prensagem dos discos, confecção de capa, custo de
direitos autorais, produção, etc. “O governo tem suas ferramentas, editais,
leis de incentivo, mas penso que elas ainda ficam distantes dos músicos em
início de carreira e com menos experiência no mercado. Deveríamos ter mais
recursos destinados às áreas culturais em geral e que eles fossem mais
pulverizados nas instâncias estadual e municipal também”, finaliza.
Com
Amor,
C'est
la Vie.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
12 filmes sobre comida que você precisa assistir
Nós
amamos cinema e amamos comida, então resolvemos unir o útil ao agradável! Como?
Fizemos uma lista de filmes que falam de comida. Não vai perder essa e deixar passar do ponto, né? Confira:
Fizemos uma lista de filmes que falam de comida. Não vai perder essa e deixar passar do ponto, né? Confira:
1.
A Comilança (La Grande Bouffe, 1973)
No
filme, quatro amigos se reúnem em uma cabana no interior com um intuito: Comer
até morrer. Comédia dramática das boas!
2.
Sem reservas (2007)
Zeta-Jones
é a chef, polêmica e premiada. Deve abrir mão de horas na cozinha para cuidar
do filho. Um novo chef surge na área. Ele quer ajudar, mas é bom demais e causa
ciúme e medo. O inevitável acontece, e os dois acabam se apaixonando.
3.
Entre Les Bras – La cuisine en héritage (2012)
Um
gênio na cozinha. Arte, estética, sabor, talento, criatividade. Bem-vindo ao
mundo de Michel Brás, um dos maiores chefs franceses de todos os tempos.
4.
Como água para chocolate (1992)
Filme
mexicano que trata das tradições mexicanas, no qual a comida é pano de fundo
para todos acontecimentos da história. Dá para imaginar, né?
5.
Chocolate (2000)
Em
uma cidadezinha rural na França, em frente a uma igreja nasce uma loja de
chocolates. Sabor, luxuria, tesão, paixão, provocação, tudo que envolve o mundo
do chocolate. Uma delícia só!
6.
Soul Kitchen (2009)
Muitos
filmes sobre chefs e cozinheiros são puro glamour e charme, nada perto da
realidade. Soul kitchen não é assim, mostra a realidade difícil de um dono de
bar que precisa de dinheiro, de clientes, quer crescer, sem perder seu público,
quer ter uma cozinha de verdade, e pouco a pouco consegue nascer de novo no
ramo profissional.
7.
Ratatouille (2007)
Baseado
na história do chef francês Bernard Loiseau, que se suicidou ao descobrir que
seu restaurante perderia a terceira estrela Michelin (boato que nunca se
confirmou, o que não evitou Loiseau de se matar), conta a história do simpático
ratinho que quer ser estrela nas cozinhas da França. Ratatouille, para quem não
sabe, é um prato francês a base de verduras como cebola, pimentao, berinjela, e
abobrinha.
8.
Simplesmente Complicado (2009)
De
novo Meryl Streep, que nessa comédia impagável é dona de uma doceria. Em uma
deliciosa cena, faz croissants de chocolate em plena madrugada, após uma festa.
Sabe aqueles filmes deliciosamente encantadores? Então...
9.
Side Ways (2004)
Um
homem fascinado por vinhos e seu melhor amigo saem para uma viagem de uma
semana, de despedida de solteiro, pelas vinícolas da Califórnia. Eles viajam
juntos, degustando vinhos e acabam conhecendo duas mulheres, sendo que uma
delas infuência profundamente na vida do primeiro, um depressivo, recém
divorciado e escritor frustrado.
10.
Hitch, conselheiro amoroso (2005)
Ele
cozinha, vai a aulas de cozinha, e seduz. Não podia faltar um filme que mostra
o lado sedutor de cozinhar bem.
11.
Um toque de canela (2003)
Belíssimo
filme conta a história de um menino grego, que vive com o avô em um mercado de
especiarias na Turquia. Os dois países são rivais, e o menino não pode rever a
família na Grécia. Os aromas e sabores são o plano de fundo para uma linda
história de família.
12.
Volver (2007)
Penelope
Cruz acaba assumindo um restaurante. Ela é mãe, precisa de dinheiro, cozinha
como ninguém, mas não tem clientes, até que começa a fazer o almoço de uma
equipe de filmagem. A coisa começa a dar certo nesse clássico imperdível de
Almodovar.
sábado, 2 de agosto de 2014
Homenagem: Relembre as adaptações de obras de Ariano Suassuna para TV e cinema
O escritor
Ariano Suassuna, 87 anos, morreu no dia 23 de Julho no Recife. Relembre
algumas adaptações de obras do autor para o cinema e a TV:
Adaptado para a TV e o cinema sob o comando de Guel Arraes em 1999, O Auto da
Compadecida serviu de exemplo para uma leva de minisséries posteriores,
elaboradas para serem exibidas tanto na televisão quanto no formato de
longa-metragem. Um dos títulos dessa leva é A Pedra do Reino, que o diretor
Luiz Fernando Carvalho adaptou, em 2007, de Romance d'A Pedra do Reino e o
Príncipe do Sangue do Vai e Volta.
Carvalho incorporou à trama elementos de Torturas de um Coração e O Santo e a
Porca, outras duas peças de Suassuna. Esta última também foi parar na Globo,
incorporada na dramaturgia do especial Brava Gente, que foi ao ar entre 2000 e
2003.
A chegada de Suassuna ao cinema, no entanto, é anterior: em 1969, o diretor e
roteirista George Jonas assinou A Compadecida, longa estrelado por Regina
Duarte e Armando Bógus. Esse filme e também Os Trapalhões no Auto da
Compadecida (de Roberto Santos, 1987), que leva Didi e companhia para o
universo do maior representante da dramaturgia nordestina de raízes populares,
têm como matriz o clássico maior da obra de Suassuna.
Uma Mulher Vestida de Sol:
Escrita para um concurso promovido pelo Teatro do Estudante de Pernambuco, em
1947, a peça marca a estreia de Suassuna _ além de ter conquistado o primeiro
lugar no prêmio. Segundo o próprio escritor, essa foi sua primeira tentativa de
recriar o romanceiro popular nordestino. O amor proibido entre dois jovens
sertanejos envolve elementos trágicos, como honra familiar e incesto, mas
também faz uso do humor, apontando o teor cômico que seguiria presente em
outros trabalhos do autor.
O Santo e a Porca:
Recriação da peça Aulularia, comédia clássica do autor latino Plauto que também
serviu de inspiração para O Avarento, de Molière, no século 17. Ambientada no
Nordeste, trata da história de Euricão Árabe, um idoso avarento que guarda
todas suas economias em uma porca de madeira, sempre desconfiado de que esta
pode ser roubada. A peça foi adaptada para a televisão na série Brava Gente,
exibia pela Rede Globo em 2000.
A Pena e a Lei:
Em mais uma mistura de tragédia e comédia, a peça escrita em 1959 busca
inspiração nos mamulengos, tradicional teatro de bonecos nordestino. A
encenação começa com os atores imitando bonecos, um deles elaborando um plano
para conquistar a mulher pela qual está apaixonado e despistar dois inimigos
que querem matá-lo. Suassuna subverte a lógica do mamulengo e a usa em sua
narrativa: os bonecos vão ficando cada vez mais humanos, e os próprios
apresentadores da peça começam a fazer parte da trama.
A Farsa da Boa Preguiça:
Trabalho escrito em 1960, apresenta a história do pobre poeta popular Joaquim
Simão e sua mulher, Nevinha, cobiçada pelo rico Aderaldo. É um trabalho que
cruza enredos de histórias de mamulengo e contos populares, além de elementos
de poesia barroca e literatura de cordel, sendo considerado um exemplar
trabalho de intertextualidade. A peça se tornou um especial veiculado pela Rede
Globo, em 1995, com direção de Luiz Fernando Carvalho.
O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta:
Narrativa publicada em 1971, é inspirada em um episódio ocorrido no
sertão nordestino do século 19, onde um grupo tentou fazer ressurgir o rei Dom
Sebastião. Trata-se de mais uma história baseada na cultura popular sertaneja,
trabalhando a influência do mundo ibérico no nordeste sob o ponto de vista de
um prisioneiro subversivo que se declara descendente de monarcas. Carlos
Drummond de Andrade definiu o texto como um
"romance-memorial-poema-folhetim". O livro foi adaptado para televisão,
na minissérie exibida pela Rede Globo em 2007.
No teatro, o grande autor segue sendo montado ininterruptamente desde os anos
1950, contando com encenações de grandes nomes como Zbigniew Ziembinski (O
Santo e a Porca), Antunes Filho (A Pedra do Reino), Ademar Guerra (O Auto da
Compadecida) e Aderbal Freire-Filho (A Farsa da Boa Preguiça). Entre os
espetáculos mais recentes estão O Casamento Suspeitoso, com direção de Sérgio
Ferrara, e As Conchambranças de Quaderna, de Inez Viana. Dado o grande
interesse dos diretores, das mais variadas gerações, pode-se dizer que a
quantidade de montagens a lembrar de Suassuna não arrefecerá.
Fonte: Zero Hora
Com Amor,
C'est La Vie.
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