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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A produção continua...

A produção do nosso segundo curta está a todo vapor...

 Com Amor,
C'est la Vie.

Sessões gratuitas de cinema e debate agitam Curitiba


Há pouco mais de 1 mês, os espectadores mais maduros da cidade contam com um espaço exclusivo de cinema. Trata-se das sessões gratuitas que serão exibidas nas últimas terças-feiras do mês, às 14h, no Espaço Itaú de Cinema, no Shopping Crystal. Um convidado especial irá conduzir debates após as sessões. A iniciativa faz parte do programa Itaú Viver Mais, que planeja atividades físicas e socioculturais ao público acima de 55 anos, em diferentes cidades brasileiras.

Tatianna Galeckas, coordenadora geral, esclarece as diretrizes do trabalho: “O programa existe desde 2004, atuando em seis estados (Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Bahia). Nesses 10 anos, participaram mais de 12 mil pessoas. Buscamos o entendimento e a valorização dessa população, que deve chegar a 25 milhões de pessoas no Brasil em 2020”.

Nielsan Santos, analista de marketing e divulgadora do programa em Curitiba, informa por que o Cinema foi incluído no leque de atividades do programa Itaú Viver Mais: “Entendemos que o cinema é também uma forma de resgate da cultura e entrega de valor”. Nielsan lembra que as sessões não são exclusivas para o público acima de 55 anos: “São sessões comuns. Se uma pessoa abaixo dessa faixa etária quiser assistir e acompanhar os pais ou avós, por exemplo, a entrada é permitida, mas como público pagante”, avisa.

O filme exibido na sessão de setembro foi Magia ao Luar, de Woody Allen. Após a exibição, o debate foi conduzido por Paulo Camargo, professor de Jornalismo da PUCPR e crítico de cinema. O breve discurso de Camargo mencionou aspectos da filmografia de Woody Allen, citando obras como Annie Hall (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa ), vencedor de melhor filme e melhor direção, em 1977, e Hannah e suas irmãs, vencedor de melhor roteiro, 1987. Além disso, o crítico destacou semelhanças entre o filme Meia noite em Paris e Magia ao Luar, evidenciando os anos 1920 e instigando os comentários do público. 

 
A ideia é provocar os espectadores no evento, abrindo caminho para o debate, explica Camargo: “O condutor deve despertar no público a vontade de falar sobre o que acabaram de ver, considerando a experiência de assistir a um filme em companhia de pessoas que compartilham mais ou menos o mesmo imaginário sobre cinema”. E o objetivo do crítico foi alcançado. Logo depois de seu discurso uma enxurrada de comentários e perguntas foi iniciada. A maioria referia-se ao prazeroso ritual de ir ao cinema e se “transportar” para outra realidade, da qual, por muitas vezes, se sentem coadjuvantes.

Para Camargo, porém, o prazer dessa experiência retringe-se cada vez mais a um número menor de pessoas, normalmente, das gerações mais maduras: "Hoje é possível acessar filmes do mundo todo pela Internet. Por um lado, não dependemos tanto de distribuidoras para assistir a títulos mais autorais, e isso é libertador. Por outro, assistir a filmes no computador, em tablets ou no celular está privando as novas gerações da magia que é estar frente a frente com a tela grande, em um momento de fruição coletiva”, avalia.

A jornalista aposentada Shirley Galupo, que assistiu à sessão e participou do debate, concorda com Camargo: “Sem dúvida, ‘no escurinho do cinema’, é outra coisa, né?”, diverte-se. Shirley soube da exibição das sessões em agosto, pelo jornal, e agora diz que vai se cadastrar para participar mais vezes. “O programa é muito bacana. Sou de uma geração que, antes de ir ao cinema, avalia quem é o diretor, qual é o filme, por isso, a oportunidade de participar de um debate depois é muito enriquecedora”, declara.

Para quem estiver interessado em participar das sessões gratuitas, Nielsan Santos dá as orientações: “Primeiro, é preciso se cadastrar no programa, preenchendo uma pequena ficha. O cadastro pode ser feito de segunda a quarta-feira, no horário de funcionamento da bilheteria do cinema. No dia da exibição, pedimos que o público compareça 1 hora antes da sessão, para retirar o ingresso com calma”, recomenda.

Produção: C'est la Vie Produções para a Revista Gilda
Texto: Roberta Gonçalves
Edição: Stacy Barbosa
Fotos: Roberta Gonçalves

Obsessão participa do 1° Festival Luz de Cinema

Produzido pela C'est la Vie, o curta Obsessão concorre na categoria mostra universitária do 1° Festival Luz de Cinema, que começa hoje (20). 



Com direção de Katiucy Binhara e Stacy Barbosa, o curta conta, de uma maneira diferente, a história de Milena, uma jovem que desenvolveu a anorexia. O final é... surpresa, claro!

O Festival acontece na PUCPR e a entrada é franca. Para mais detalhes acesse o site: http://www.festivalluzdecinema.com.br/

Com Amor,
C'est la Vie. 

Das perguntas que uma foto responde...


O que um livro diz sobre você?
Quantas lembranças podem guardar uma foto?
Aos poucos vamos encontrando as respostas...



Com Amor,
C'est la Vie.

domingo, 28 de setembro de 2014

A C'est la Vie está com uma nova série especial de entrevistas e vai trazer sempre especialistas e pessoas ligadas ao cinema e ao mercado cinematográfico para falar sobre algum assunto interessante.

O primeiro entrevistado do C'est la Vie Entrevista é o jornalista e crítico de cinema Marden Machado. Em pauta o 42º Festival de Cinema de Gramado, que aconteceu de 8 a 16 de Agosto de 2014, em Gramado, no Rio Grande do Sul.

A jornalista escolhida para essa entrevista muito bacana foi a Roberta de Gonçalves. Confira:


Com Amor,
C'est la Vie.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

C'est la Vie inicia as gravações do novo curta metragem


No último sábado, 20, a equipe da C'est la Vie deu inicio às gravações do novo curta metragem da agência. Aguarde que vem coisa boa por aí!


Com Amor,
C'est la Vie.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Crowdfunding: uma alternativa para o financiamento de produções culturais

Produzir um filme no Brasil não é uma tarefa simples, principalmente quando o assunto é dinheiro. Se você não dispor de muito dinheiro, tem que buscar financiamento do governo, o que também não é fácil de conseguir.

Uma nova alternativa é o crowdfunding, um fundo de investimento coletivo que arrecada dinheiro para determinados projetos, filmes, CD’s, entre outros.

O cineasta Aristeu Araújo escreveu o curta “Com todo o amor de que disponho”, mas não sabia como tirar do papel. “Para se financiar um filme de curta-metragem, atualmente, há basicamente dois caminhos: ou o realizador banca do próprio bolso a empreitada, ou busca um prêmio junto a editais públicos”, conta.

O cineasta tentou um financiamento público, mas, como o filme se passa em Curitiba e em Foz do Iguaçu, não se enquadrava nas normas do governo. “Então, automaticamente, comecei a me planejar para eu mesmo bancar os custos mínimos do filme”, revela.

No entanto, mesmo com a colaboração dos atores e da equipe que iria fazer tudo de graça, o filme parecia inviável. “O financiamento coletivo veio, então, como uma terceira opção. Pedimos apenas sete mil reais, o que é o mínimo do mínimo necessário. Conseguimos aproximadamente 8,5 mil”, explica. O curta está em pré-produção e tem planos para rodar na primeira quinzena de dezembro. 

Ele critica a falta de incentivo por parte do governo do Paraná para obras de áudio visual. “Para melhorar, é necessário entender que o cinema é um setor estratégico. Investir no cinema é investir na própria auto-estima do povo”, diz.

Outro grupo que optou pelo financiamento coletivo foi o grupo musical Ser Tão Trio. Bruno Menegatti, rabequeiro do grupo, conta que foi a primeira experiência deles com o crowdfunding e deu um ótimo resultado. “Ficamos muito contentes por atingir o nosso orçamento pra gravação de disco apenas com divulgação entre parentes, amigos e nas redes sociais em geral. Optamos por essa alternativa porque acreditamos na capacidade das pessoas se unirem e realizarem algo dessa maneira”, explica.

O Ser Tão Trio esteve pela primeira vez em Curitiba no primeiro semestre de 2014. “Gostamos muito da capital paranaense. Pudemos tocar em cinco espaços diferentes da cidade com o projeto "Isto é modinha", inclusive no Solar do Barão e no Teatro do Paiol, que são espaços muito bonitos e tradicionais da cidade”, conta.

Menegatti explica que a produção de um disco tem diversos gastos como horas de estúdio, de gravação e mixagem, prensagem dos discos, confecção de capa, custo de direitos autorais, produção, etc. “O governo tem suas ferramentas, editais, leis de incentivo, mas penso que elas ainda ficam distantes dos músicos em início de carreira e com menos experiência no mercado. Deveríamos ter mais recursos destinados às áreas culturais em geral e que eles fossem mais pulverizados nas instâncias estadual e municipal também”, finaliza. 


 OBS: A matéria acima foi produzida pela C'est la Vie Produções e veiculada na Revista Gilda

Com Amor,
C'est la Vie.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

12 filmes sobre comida que você precisa assistir

Nós amamos cinema e amamos comida, então resolvemos unir o útil ao agradável! Como? 



Fizemos uma lista de filmes que falam de comida. Não vai perder essa e deixar passar do ponto, né? Confira:

1. A Comilança (La Grande Bouffe, 1973)

No filme, quatro amigos se reúnem em uma cabana no interior com um intuito: Comer até morrer. Comédia dramática das boas! 


2. Sem reservas (2007)

Zeta-Jones é a chef, polêmica e premiada. Deve abrir mão de horas na cozinha para cuidar do filho. Um novo chef surge na área. Ele quer ajudar, mas é bom demais e causa ciúme e medo. O inevitável acontece, e os dois acabam se apaixonando.


3. Entre Les Bras – La cuisine en héritage (2012)

Um gênio na cozinha. Arte, estética, sabor, talento, criatividade. Bem-vindo ao mundo de Michel Brás, um dos maiores chefs franceses de todos os tempos. 


4. Como água para chocolate (1992)

Filme mexicano que trata das tradições mexicanas, no qual a comida é pano de fundo para todos acontecimentos da história. Dá para imaginar, né? 


5. Chocolate (2000)

Em uma cidadezinha rural na França, em frente a uma igreja nasce uma loja de chocolates. Sabor, luxuria, tesão, paixão, provocação, tudo que envolve o mundo do chocolate. Uma delícia só!


6. Soul Kitchen (2009)

Muitos filmes sobre chefs e cozinheiros são puro glamour e charme, nada perto da realidade. Soul kitchen não é assim, mostra a realidade difícil de um dono de bar que precisa de dinheiro, de clientes, quer crescer, sem perder seu público, quer ter uma cozinha de verdade, e pouco a pouco consegue nascer de novo no ramo profissional. 


7. Ratatouille (2007)

Baseado na história do chef francês Bernard Loiseau, que se suicidou ao descobrir que seu restaurante perderia a terceira estrela Michelin (boato que nunca se confirmou, o que não evitou Loiseau de se matar), conta a história do simpático ratinho que quer ser estrela nas cozinhas da França. Ratatouille, para quem não sabe, é um prato francês a base de verduras como cebola, pimentao, berinjela, e abobrinha. 


8. Simplesmente Complicado (2009)

De novo Meryl Streep, que nessa comédia impagável é dona de uma doceria. Em uma deliciosa cena, faz croissants de chocolate em plena madrugada, após uma festa. Sabe aqueles filmes deliciosamente encantadores? Então... 


9. Side Ways (2004)

Um homem fascinado por vinhos e seu melhor amigo saem para uma viagem de uma semana, de despedida de solteiro, pelas vinícolas da Califórnia. Eles viajam juntos, degustando vinhos e acabam conhecendo duas mulheres, sendo que uma delas infuência profundamente na vida do primeiro, um depressivo, recém divorciado e escritor frustrado. 


10. Hitch, conselheiro amoroso (2005)

Ele cozinha, vai a aulas de cozinha, e seduz. Não podia faltar um filme que mostra o lado sedutor de cozinhar bem. 


11. Um toque de canela (2003)

Belíssimo filme conta a história de um menino grego, que vive com o avô em um mercado de especiarias na Turquia. Os dois países são rivais, e o menino não pode rever a família na Grécia. Os aromas e sabores são o plano de fundo para uma linda história de família. 


12. Volver (2007)

Penelope Cruz acaba assumindo um restaurante. Ela é mãe, precisa de dinheiro, cozinha como ninguém, mas não tem clientes, até que começa a fazer o almoço de uma equipe de filmagem. A coisa começa a dar certo nesse clássico imperdível de Almodovar. 


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

13º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro premia os melhores da categoria

Na terça-feira, dia 26, o palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro comportou a 13º edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, conhecido também por Oscar brasileiro.

A cerimonia da noite foi também uma homenagem para Domingos de Oliveira, e a apresentação da premiação ficou sob responsabilidade do casal Maria Ribeiro e Caio Blat, que desenvolveu a premiação  com base no trama “Todas as Mulheres dos Mundo", de 1966, um dos clássicos do homenageado da noite.

O longa “Faroeste Caboclo” e sua equipe conquistaram sete troféus Grande Otelo, incluindo o ultima prêmio da noite, o de Melhor Longa-Metragem de Ficção. Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem Ficção, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Som, Melhor Direção de Fotografia e, por fim, Fabrício Boliveira, com o premio de Melhor Ator, com o seu personagem João de Santo Cristo.


A categoria Melhor Longa-Metragem Comédia foi a novidade desse ano, vencida por “Cine Holliúdy”, de Halder Gomes, conquistando também o Melhor Longa de Ficção pelo Voto Popular.


Melhor longa-metragem de ficção:
"Faroeste Caboclo". Produção: Bianca De Felippes por Gávea Filmes e Produções, Marcello Maia por República Pureza e René Sampaio por Fogo Cerrado Filmes (108minutos)

Melhor longa-metragem de documentário:
"A Luz do Tom", de Nelson Pereira dos Santos. Produção: Márcia Pereira dos Santos por Regina Filmes Ltda e Maurício

Melhor longa-metragem de animação:
"Uma História de Amor e Fúria", de Luiz Bolognesi. Produção: Caio Gullane, Fabiano Gullane, Débora Ivanov e Gabriel Lacerda por Gullane Entretenimento, Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi e Marcos Barreto por Buriti Filmes

Melhor longa-metragem infantil:
"Meu Pé de Laranja Lima", de Marcos Bernstein. Produção: Katia Machado por Pássaros Films do Brasil Audiovisuais Ltda.

Melhor longa-metragem de comédia:
"Cine Holliúdy", de Halder Gomes. Produção: Halder Gomes e Dayane Queiroz por ATC Entretenimentos

Melhor direção:
Bruno Barreto por "Flores Raras"

Melhor atriz:
Gloria Pires, como Lota de Macedo Soares, por "Flores Raras"

Melhor ator:
Fabrício Boliveira, como João de Santo Cristo, por "Faroeste Caboclo"

Melhor atriz coadjuvante:
Bianca Comparato, como Carmem Tereza, por "Somos Tão Jovens"

Melhor ator coadjuvante:
Wagner Moura, como Lindo Rico, por "Serra Pelada"

Melhor direção de fotografia:
Gustavo Habda, por "Faroeste Caboclo"

Melhor direção de arte:
José Joaquim Salles, por "Flores Raras"

Melhor figurino:
Marcelo Pies, por "Flores Raras"

Melhor maquiagem:
Siva Rama Terra, por "Serra Pelada"

Melhor efeito visual:
Daniel Greco e Bruno Monteiro, por "Uma História de Amor e Fúria"
Robson Sartori, por "Serra Pelada"

Melhor roteiro original:
Kleber Mendonça Filho, por "O Som ao Redor"

Melhor roteiro adaptado:
Marcos Bernstein e Victor Atherino – adaptado da música "Faroeste Caboclo" de Renato Russo, Legião Urbana – por "Faroeste Caboclo"

Melhor montagem ficção:
Marcio Hashimoto, por "Faroeste Caboclo"

Melhor montagem documentário:
Marília Moraes e Tina Baz, por "Elena"

Melhor som:
Leandro Lima, Miriam Biderman, ABC, Ricardo Chuí e Paulo Gama por "Faroeste Caboclo"

Melhor trilha sonora:
Paulo Jobim por "A Luz do Tom"

Melhor trilha sonora original:
Phillipe Seabra por "Faroeste Caboclo"

Melhor curta ficção:
"Flerte" de Hsu Chien

Melhor curta documentário:
"A Guerra dos Gibis" de Thiago Brandimarte Mendonça e Rafael Terpins

Melhor curta animação:
"O Menino que Sabia Voar" de Douglas Alves Ferreira

Melhor longa-metragem estrangeiro:
"Django Livre"/Django Unchained de Quentin Tarantino. Distribuição: Sony Pictures 

Com Amor,
C'est la Vie

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Tem novidade vindo por aí...

Quem nunca sentiu saudade?


Em breve, a nova obra da C´est la Vie Produções. Aguardem!!!

Com Amor,
C'est la Vie.

Homenagem: Sudações à genialidade de Richard Attenborough

Richard Samuel Attenborough nasceu em Cambridge, em 29 de agosto de 1923. Foi ator, produtor e diretor de cinema britânico.

Ele começou a atuar aos doze anos de idade, estudou na Royal Academy of Dramatic Art e sua estreia como ator foi no filme Nosso Barco, Nossa Alma, em 1942.


Ainda hoje é muito lembrando pelo papel do bilionário John Hammond, o criador do parque dos dinossauros, no filme Jurassic Park. Como ator seu último papel foi na comédia ‘Puckoon‘ (2002). Richard Attenborough faleceu em 24 de agosto de 2014, aos 90 anos.


PRÊMIOS E INDICAÇÕES

Oscar
1982 - Venceu na categoria de melhor filme, por Gandhi.
1982 - Venceu na categoria de melhor diretor, por Gandhi.

Globo de Ouro
1982 - Venceu na categoria de melhor diretor, por Gandhi.
1982 - Venceu na categoria de melhor filme Estrangeiro, por Gandhi.
1985 - Indicado na categoria de melhor diretor, por Chorus Line.
1987 - Indicado na categoria de melhor diretor, por Cry Freedom.

BAFTA
1982 - Venceu na categoria de melhor diretor, por Gandhi.
1982 - Venceu na categoria de melhor filme, por Gandhi
1987 - Indicado na categoria de melhor diretor, por Cry Freedom.
1993 - Indicado na categoria de melhor diretor, por Shadowlands.

Com Amor,
C'est la Vie.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Uma descrição de quem viu: curta metragem Alice

Alice é um curta metragem dirigido por Rafael Gomes, estrelado por Fernando Alves Pinto e Simone Spoladore. Ele se passa na cidade de São Paulo e retrata o desencontro de Alice e Alex. Eles se falam por mensagem na caixa postal dos telefones e passam mais de um ano tentando se encontrar, indo aos lugares que sabiam que o outro costumava ir. O filme quase todo se passa sem um dialogo direto.

A câmera é usada na mão, subjetiva e filma a cidade, o cotidiano. As imagens passam a sensação de estar perdido na cidade, procurando alguma coisa que nem os personagens sabem o que é.

Um roteiro simples, porem que prende o espectador por todos os 15 minutos de filme, mostrando o conflito dos personagens, a busca do amor sem saber se é verdadeiro ou mesmo correspondido.

Para a trilha sonora o diretor usa sons ambientes da cidade, os carros, conversas, passando a sensação de que mesmo estando no meio de uma cidade tão grande quanto São Paulo você está sozinho.


Os discursos dos personagens nas mensagens telefônicas mostram sua confusão, seus medos e sentimentos. Tudo isso de forma simples e muito direta.


Por Alana Freiberger  

Uma descrição de quem viu: curta metragem 3 minutos

“3 minutos” é um curta metragem com direção de Ana Luiza Azevedo. Na primeira cena, uma panorâmica situa o expectador ao período temporal em que se passa a história, graças à televisão antiga, em um suporte na parede, ao fogão também antigo, bem como a pia e o telefone – também preso à parede – que começa a tocar até cair na “caixa de mensagem”. Nota-se que não tem ninguém em casa.

Enquanto uma moça chamada Marília deixa um recado dramático de despedida para o rapaz da secretária eletrônica, a câmera percorre os outros cômodos da casa. Ela diz que estava fazendo o almoço quando decidiu partir e a frase explica a cena inicial da cozinha em que uma vasilha com água ferve no fogão e pedaços de galinha estão em cima da pia.

A essa altura, os expectador já se deu conta que se trata de um casal se separando. Marília vai dizendo o que a fez sair de casa e a câmera sai daquilo que aparentemente era uma casa e quando está do lado de fora, nota-se que é um trailer – e esse é um dos motivos pelos quais Marília se foi.

A ligação cai e o trailer vai ficando cada vez mais distante até que entra no enquadramento um telefone público e, logo em seguida, uma moça secando as lágrimas, que correm pelos seus olhos, com um avental.

Neste momento fica claro para o expectador que a moça é a Marília. Ela coloca o avental novamente, coloca o telefone no gancho e volta para o trailer.
Ela desliga o fogão, a televisão e tira os sapatos. O detalhe em cada uma dessas ações demonstra que Marília desistiu de partir.

Na segunda vez em que aparece o trailer e o telefone público em um mesmo plano, já é noite e ao fundo o telefone toca. A chamada cai na secretária eletrônica e o rapaz – suposto marido de Marília – pergunta se há algum recado para ele. Ninguém atende. Marília está lá, mas é como se não estivesse. 

O roteiro é simples, mas bem escrito, considerando que as imagens são complementares ao áudio, os enquadramentos são simples também, sem cortes secos, e a panorâmica durante boa parte do filme dão a sensação de continuidade. A música é de suspense, mas ao mesmo tempo descreve os sentimentos de Marília, e os sons ambientes também são bem explorados. 


Por Stacy Barbosa

Uma descrição de quem viu: curta metragem Julie, agosto e setembro

Julie, agosto, setembro é um curta metragem com roteiro e direção de Jarleo Barbosa. Narra a relação entre o indivíduo e a cidade, e como a segunda acaba se tornando parte do primeiro.

Julie é uma suíça de Genebra “um pouco alegre, um pouco romântica", como ela mesma se define. Vai fazer intercâmbio na cidade de Goiânia e acredita que uma das melhores formas de aprender a cultura de um país é se relacionando com alguém do local.

Depois de duas tentativas frustradas, ela conhece Eric, um rapaz com quem se identifica totalmente e que lhe faz experimentar verdadeiramente um pouco da cidade: degustando a comida, fazendo passeios românticos e conhecendo um pouco mais sobre o jeito de ser dos goianos.

Eric embarca para um intercâmbio de 2 anos na Itália e deixa Julie muito triste. Depois de alguns dias, ela se recupera e descobre novas formas de se relacionar com a cidade, no contato com as pessoas e com os serviços do lugar.

Os meses de agosto e setembro são o grande teste para adaptação de Julie à Goiânia: quando ela tem que lidar com o calor e a secura do lugar, percebendo que adquiriu também algumas dessas características.

O curta não apresenta muitos efeitos especiais e similares. Sua maior força está na narração de Julie – com falas criativas e jogos discursivos interessantes – e nas imagens do lugar, que privilegiam mostrar os personagens dentro de um espaço bem caracterizado, como coadjuvante do enredo.


A cena final – de Julie parada no centro de uma escada, em uma estrutura de concreto, rodeada de carros, prédios, árvores e postes, típicos de um ambiente urbano – traz uma fotografia muito expressiva do tema principal do curta.


Por Roberta C. G. de Almeida 

Uma descrição de quem viu: curta metragem Ronan’s Escape

O curta metragem Ronan’s Escape, escrito e dirigido por A. J. Carter, permite um olhar sincero sobre a vida de um garoto de 14 anos que passa todo o tempo da sua vida a ser vítima dos abusos e maus tratos dos colegas. Uma vida que apenas conseguiu encontrar a pior solução para escapar da tortura e humilhação que era lhe imposta.

Um trabalho que prende o espectador com acontecimentos que são relatados uma maneira suave e ao mesmo tempo brutal.

Um roteiro muito bem escrito e elaborado, com uma forma de junção de imagens perfeitas que nos mostra o sofrido silêncio da vitima. Cada close no rosto e nos olhos do garoto conseguimos ver através do seu olhar a mágoa e a solidão profunda que ele encara não com naturalidade, mas com certeza e com isso emocionando o espectador a todo o momento.

A trilha sonora acentua a idéia de sofrimento proposta pelo autor, bem como a escolha de cenário é essencial para nos aproximar também daquele jovem que esperamos que ele possa ainda vir a encontrar um lugar que lhe transmita a paz que não tem.


Sempre em silêncio, desistiu de lutar e acabou por ceder à profunda depressão para a qual foi empurrado.


Por Bruna Catache 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Uma descrição de quem viu: curta metragem Temporal

O curta metragem dirigido por Jorge Furtado e José Pedro Goulart, que foi produzido em 1984, conta a história de dois grupos diferentes: um formado por senhores integrantes de uma ordem religioso-monarquista e outro um grupo de jovens fantasiados para uma festa.

Descrição de quem viu:

Em um plano médio, o curta começa com um jantar da família - tradicional e religiosa- e uma discussão sobre a festa que as filhas farão naquela noite – mesma noite em que haverá uma reunião de um grupo de senhores. Os cenários são harmoniosos, tanto em cores, quanto em decoração.

A próxima cena já é a hora marcada para a reunião e a festa. Os convidados começam a chegar. Os cortes são secos e nos levam diretamente para a próxima cena, que é a reunião do grupo religioso-monarquista, onde o pai das meninas que farão a festa fala aos outros integrantes do grupo.

Simultaneamente ouve-se uma música tocando e, em cena, surge o porão onde as filhas realizam a festa à fantasia com muito rock’n’roll.

O jogo de imagens faz o contraste entre o religioso e certo, e o profano e errado. Mostra os religiosos e a religião tentando resistir ao mundo de pecados e tentações.

Durante a festa e a reunião, um temporal faz com que a luz acabe. A partir desse momento, passa-se a trabalhar com as luzes, sombras, pausas de diálogos e escuridão total.

Os religiosos relacionam a festa com o fim dos tempos, antes, durante e depois de uma confusão envolvendo todos dos dois grupos. Os jovens vestidos  de animais invadem a sala de reunião dos senhores e é cravada uma batalha de cunho religioso (para os senhores) e porque uma das jovens foi agredida por um senhor (para os jovens).

As versões são pertencentes única e exclusivamente a cada grupo e a conclusão sobre o final da história fica a cargo de cada expectador - ao meu ver os dois mundos tão distintos se cocaram e tornaram-se um só, com suas diferenças, mas com algumas semelhanças, entre as quais a principal é a vontade e a busca por algo que é considerado por cada um o "certo" e "bom".

Assista, tire suas conclusões e fique à vontade para comentar: 


Por Stacy Barbosa

Cinema e debate

A partir de hoje, 26 de agosto, o público mais maduro (55 anos ou mais) passa a contar com um espaço exclusivo de cinema em Curitiba. Trata-se das sessões gratuitas que serão exibidas nas últimas terças-feiras do mês, às 14h, no Espaço Itaú de Cinema. Um convidado especial irá conduzir debates após as sessões. Para hoje, a pedida será a comédia musical “Amar, Beber e Cantar”, do francês Alain Resnais, sobre uma trupe veterana de teatro que resolve convidar um amigo doente para participar da próxima montagem da companhia. Após a projeção, o filme, premiado no Festival de Berlim, será comentado pelo cineas­­ta Fernando Severo. Para mais informações, acesse: http://www.itaucinemas.com.br/filmes/cinema/10

Com Amor,
C'est la Vie

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A relação entre música caipira e cinema

A música e o cinema tem uma ligação mais estreita do que você imagina. Tudo começou com as duplas caipiras e com a gravação dessas músicas – em disco e fitas. O pioneiro nessas atividades foi Cornélio Pires, o primeiro a gravar um disco com um dupla caipira e o primeiro agravar um documentário sobre a música capira.

A C'est la Vie relembra agora um pouquinho da história de Cornélio, o homem que foi pioneiro na arte de gravar em disco e fita e que deixou uma raiz para todos que até hoje pertencem ao mundo do sertanejo, que é o trabalho das duplas.

Como tudo começou

Jornalista, escritor, poeta, folclorista e cantador, Cornélio Pires foi o primeiro a gravar um disco de música caipira. A história do disco caipira, famoso atualmente, começa em maio de 1929, com a primeira gravação da Turma de Cornélio Pires. Era um 78 rotações de rótulo vermelho, que levava o selo Columbia. De um lado, “Jorginho do Sertão” e , do outro, “Moda de Pião”, ambas de autoria do próprio Cornélio.

Cornélio nasceu em 1884 e foi com ele que a música sertaneja passou a ser encarada sob o ponto de vista profissional. A princípio, por volta de 1914, Cornélio dedicava-se a organizar espetáculos pelo interior de São Paulo, para divulgar a arte caipira e apresentar artistas sertanejos: eram as Conferências Cornélio Pires.

Cornélio Pires

Com o passar do tempo, aquelas apresentações foram crescendo e Cornélio Pires tomou a iniciativa de gravar um disco. Ao chegar em São Paulo, porém , viu seu sonho quase desmoronar, pois nenhuma gravadora queria arriscar um tipo de música que acreditavam não ter receptividade junto ao público.

Confiante em seus propósitos, Cornélio não desistiu, juntou-se a alguns amigos (as duplas Zico Dias e Ferrinho, Mandi e Sorocabinha, Mariano e Caçula) e pagou para gravar seu próprio disco.

De cara, “Jorginho do Sertão” e “Moda de Pião” desmentiram as previsões das gravadoras e em apenas 20 dias, o disco estourava com cinco mil cópias vendidas. D e sucesso e sucesso, criou em 1946, o Teatro Ambulante Cornélio Pires, composto de dois carros, um com biblioteca e outro com discoteca para percorrer o interior paulista, onde apresentava-se em praça públicas.

Em 1922, um ano após publicar "Conversas ao Pé do Fogo", Cornélio esteve no Rio de Janeiro, onde se exibiu em algumas casas de diversões. E, ao apresentar-se num espetáculo beneficente na Associação Brasileira de Imprensa, logo após o encerramento, recebeu os cumprimentos do Maestro Eduardo Souto, um dos maiores compositores populares de seu tempo, o qual convidou Cornélio para que formassem um grupo regional. Cornélio topou e o grupo estreou no dia da inauguração do Palácio das Festas, nas festividades comemorativas ao Primeiro Centenário da Independência.

Encantado com o resultado das cenas que haviam filmado, e terminados seus compromissos com o maestro Eduardo Souto, Cornélio retornou a São Paulo, onde uniu-se ao cineasta Flamínio de Campos Gatti, e já em 1923, juntos partiram para as filmagens ao Nordeste do Brasil.

Cornélio produziu dois documentários, "BRASIL PITORESCO" (1923) e "VAMOS PASSEAR" (1934). Especialistas dizem que “o documentário ‘Vamos Passear’ trata-se do lº filme sonoro feito de maneira independente (...)” e esse fato pode ser constatado na Revista Sertaneja, ano II, nº 17, na página 20.

Filmografia de Cornélio Pires

1923 - Brasil Pitoresco

Documentário em colaboração com o cineasta Flamínio de Campos Gatti. Aspectos de cidades Brasileiras. Joffre dá a data de 1923 e Maynard a de 1922. Foi realmente feito em 1923. Em sua carta a B. J. Duarte, Joffre diz que a película foi rodada em janeiro de 1923, por Flamínio Campos Gatti e pelo próprio Cornélio Pires, focalizando aspectos de Santos, Rio, Bahia e outros Estados do Norte e Nordeste. A seu pedido, foi o filme exibido em Tietê, em Julho de 1959, com geral agrado.

1934 - Vamos Passear

Filme sonoro, produzido após ter feito pequenos documentários. Vamos Passear focaliza cenas do folclore paulista e nele tomaram parte violeiros, canta dores, sertanejos. Segundo Joffre (p.1 08), "provocou desencontrados comentários".

Filmes Baseados nas obras de Cornélio Pires

1918 - Curandeiro

Roteiro extraído do conto Passe os Vinte, filme rodado por Antônio Campos, com Sebastião Arruda como intérprete. Foi visto por Zico Pires em Tietê, no antigo Teatro Carlos Gomes.

1970 - Sertão em Festa

Produzido pela Servicine, baseado na novela Sacrificados (Meu Samburá) e dirigido por Osvaldo de Oliveira. Os principais artistas foram Marlene Costa, Nhá Barbina, Francisco Di Franco, Tião Carreiro e Pardinho, Egidio Eccio e outros. O filme teve grande êxito. Nele tomaram parte catiteiros, violeiros, etc. A pré-estréia foi em Tietê, em benefício da Granja de Jesus.

1985 - A Marvada Carne

Pelo Cineasta André Klotzel, tendo ele se baseado mais principalmente na obra "As Estrambóticas Aventuras do Joaquim Bentinho, o Queima Campo" (1924), obra essa, á qual Cornélio Pires deu continuidade, concluindo e publicando em 1925.

Cornélio Pires faleceu em 17 de Fevereiro de 1958, às 02:30 horas, no Hospital das Clínicas de São Paulo, vítima de câncer na laringe. Faleceu solteiro convicto, em plena lucidez e, conforme sua vontade, foi enterrado de pijama e descalço. 

Com Amor,
C'est la Vie.