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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Uma descrição de quem viu: curta metragem 3 minutos

“3 minutos” é um curta metragem com direção de Ana Luiza Azevedo. Na primeira cena, uma panorâmica situa o expectador ao período temporal em que se passa a história, graças à televisão antiga, em um suporte na parede, ao fogão também antigo, bem como a pia e o telefone – também preso à parede – que começa a tocar até cair na “caixa de mensagem”. Nota-se que não tem ninguém em casa.

Enquanto uma moça chamada Marília deixa um recado dramático de despedida para o rapaz da secretária eletrônica, a câmera percorre os outros cômodos da casa. Ela diz que estava fazendo o almoço quando decidiu partir e a frase explica a cena inicial da cozinha em que uma vasilha com água ferve no fogão e pedaços de galinha estão em cima da pia.

A essa altura, os expectador já se deu conta que se trata de um casal se separando. Marília vai dizendo o que a fez sair de casa e a câmera sai daquilo que aparentemente era uma casa e quando está do lado de fora, nota-se que é um trailer – e esse é um dos motivos pelos quais Marília se foi.

A ligação cai e o trailer vai ficando cada vez mais distante até que entra no enquadramento um telefone público e, logo em seguida, uma moça secando as lágrimas, que correm pelos seus olhos, com um avental.

Neste momento fica claro para o expectador que a moça é a Marília. Ela coloca o avental novamente, coloca o telefone no gancho e volta para o trailer.
Ela desliga o fogão, a televisão e tira os sapatos. O detalhe em cada uma dessas ações demonstra que Marília desistiu de partir.

Na segunda vez em que aparece o trailer e o telefone público em um mesmo plano, já é noite e ao fundo o telefone toca. A chamada cai na secretária eletrônica e o rapaz – suposto marido de Marília – pergunta se há algum recado para ele. Ninguém atende. Marília está lá, mas é como se não estivesse. 

O roteiro é simples, mas bem escrito, considerando que as imagens são complementares ao áudio, os enquadramentos são simples também, sem cortes secos, e a panorâmica durante boa parte do filme dão a sensação de continuidade. A música é de suspense, mas ao mesmo tempo descreve os sentimentos de Marília, e os sons ambientes também são bem explorados. 


Por Stacy Barbosa

Uma descrição de quem viu: curta metragem Julie, agosto e setembro

Julie, agosto, setembro é um curta metragem com roteiro e direção de Jarleo Barbosa. Narra a relação entre o indivíduo e a cidade, e como a segunda acaba se tornando parte do primeiro.

Julie é uma suíça de Genebra “um pouco alegre, um pouco romântica", como ela mesma se define. Vai fazer intercâmbio na cidade de Goiânia e acredita que uma das melhores formas de aprender a cultura de um país é se relacionando com alguém do local.

Depois de duas tentativas frustradas, ela conhece Eric, um rapaz com quem se identifica totalmente e que lhe faz experimentar verdadeiramente um pouco da cidade: degustando a comida, fazendo passeios românticos e conhecendo um pouco mais sobre o jeito de ser dos goianos.

Eric embarca para um intercâmbio de 2 anos na Itália e deixa Julie muito triste. Depois de alguns dias, ela se recupera e descobre novas formas de se relacionar com a cidade, no contato com as pessoas e com os serviços do lugar.

Os meses de agosto e setembro são o grande teste para adaptação de Julie à Goiânia: quando ela tem que lidar com o calor e a secura do lugar, percebendo que adquiriu também algumas dessas características.

O curta não apresenta muitos efeitos especiais e similares. Sua maior força está na narração de Julie – com falas criativas e jogos discursivos interessantes – e nas imagens do lugar, que privilegiam mostrar os personagens dentro de um espaço bem caracterizado, como coadjuvante do enredo.


A cena final – de Julie parada no centro de uma escada, em uma estrutura de concreto, rodeada de carros, prédios, árvores e postes, típicos de um ambiente urbano – traz uma fotografia muito expressiva do tema principal do curta.


Por Roberta C. G. de Almeida 

Uma descrição de que viu: curta metragem A Ilha

A Ilha, é um curta metragem de animação dirigido por Alê Camargo, foi produzido em 2008.

Este curta metragem conta a história de Edu, um homem que vive em uma grande metrópole e acaba por ficar ilhado em meio a uma grande cidade. Edu tenta de todas as formas resolver seu problema, com a comida, com o frio, com a solidão, etc., como qualquer naufrago. O curta até faz referencia ao filme Naufrago em uma das cenas, com a "Wilson".

Além de ser uma forma leve e engraçada de mostrar a rotina das pessoas nas grandes cidades é também uma critica de como as pessoas vivem isoladas de tudo e como são as suas dificuldades, como a simples demora de atravessar uma rua, por exemplo.

Para isso, o filme abre com uma frase de reflexão: "É necessário sair da ilha para ver a ilha. Nós não vemos se não saímos de nós.- José Saramago", que além de fazer referencia a ilha, que nunca é vista sem que se esteja lá, remete-se a cena após sair do confinamento, a alegria, a liberdade e o dançar.


O sonoro, de inicio pensa-se ser o som do mar, porém logo notasse que é o som incessante de carros trafegando, os demais são basicamente sons ambientes da cidade e músicas bem encaixadas de passagens de tempo.



Por Katiucy Binhara 

Uma descrição de quem viu: curta metragem Memorize

Memorize é um curta metragem escrito e dirigido por Eric Ramberg & Jimmy Eriksson. O curta borda uma visão estratégica para esclarecimentos de casos criminais a partir de implante que permite gravar tudo que se vê. O curta acompanha a trajetória de um agente em busca de respostas e mais pista para o trabalho que foi designado.

Atrai o público pela ação das cenas e jogadas muito bem encaixadas entre o som e a visão, que que algumas vezes registrava o que realmente o personagem visualizava.

Memorize contou com uma produção muito bem apurada. Efeitos como projeções, explosões, maquiagem, figurino e efeito de texturas marcaram forte presença da maior parte do curta.

Destacando o som de ambiente de cada cena, que por sua vez abordou lugares de batalhas. O curta explorou e aguçou os sons de tiros e manejos das armas de fogo, muitas vezes também com sutileza ao jogar uma granada, vinculando cada vez mais o público com um cenário de guerra e disputa.


Com o principal sujeito apagando sua própria memória, o agente busca soluções com sua equipe.



Por Isabel Maria Santos 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Uma descrição de quem viu: curta metragem Temporal

O curta metragem dirigido por Jorge Furtado e José Pedro Goulart, que foi produzido em 1984, conta a história de dois grupos diferentes: um formado por senhores integrantes de uma ordem religioso-monarquista e outro um grupo de jovens fantasiados para uma festa.

Descrição de quem viu:

Em um plano médio, o curta começa com um jantar da família - tradicional e religiosa- e uma discussão sobre a festa que as filhas farão naquela noite – mesma noite em que haverá uma reunião de um grupo de senhores. Os cenários são harmoniosos, tanto em cores, quanto em decoração.

A próxima cena já é a hora marcada para a reunião e a festa. Os convidados começam a chegar. Os cortes são secos e nos levam diretamente para a próxima cena, que é a reunião do grupo religioso-monarquista, onde o pai das meninas que farão a festa fala aos outros integrantes do grupo.

Simultaneamente ouve-se uma música tocando e, em cena, surge o porão onde as filhas realizam a festa à fantasia com muito rock’n’roll.

O jogo de imagens faz o contraste entre o religioso e certo, e o profano e errado. Mostra os religiosos e a religião tentando resistir ao mundo de pecados e tentações.

Durante a festa e a reunião, um temporal faz com que a luz acabe. A partir desse momento, passa-se a trabalhar com as luzes, sombras, pausas de diálogos e escuridão total.

Os religiosos relacionam a festa com o fim dos tempos, antes, durante e depois de uma confusão envolvendo todos dos dois grupos. Os jovens vestidos  de animais invadem a sala de reunião dos senhores e é cravada uma batalha de cunho religioso (para os senhores) e porque uma das jovens foi agredida por um senhor (para os jovens).

As versões são pertencentes única e exclusivamente a cada grupo e a conclusão sobre o final da história fica a cargo de cada expectador - ao meu ver os dois mundos tão distintos se cocaram e tornaram-se um só, com suas diferenças, mas com algumas semelhanças, entre as quais a principal é a vontade e a busca por algo que é considerado por cada um o "certo" e "bom".

Assista, tire suas conclusões e fique à vontade para comentar: 


Por Stacy Barbosa

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Obsessão

Olá leitores,

É com imenso prazer que lhes apresentamos o resultado final de muito trabalho e dedicação. O Obsessão é um audiovisual, produzido pela C'est La Vie, que conta a história de Milena, uma jovem que levava uma vida calma até que uma série de acontecimentos transforma sua vida. Ela se apaixonou por um rapaz, foi trocada por outra pessoa e sofreu muito. Na mesma época, seus pais se separaram e ela continuou morando com a mãe. Esse quadro conturbado, cheio de mudanças e decepções, fez com que Milena desenvolvesse a anorexia. A doença se tornou um refúgio e uma obsessão para a adolescente. Esperamos que gostem! 

Com amor, 
C'est La vie.