Julie,
agosto, setembro é um curta metragem com roteiro e direção de Jarleo Barbosa. Narra
a relação entre o indivíduo e a cidade, e como a segunda acaba se tornando
parte do primeiro.
Julie
é uma suíça de Genebra “um pouco alegre, um pouco romântica", como ela
mesma se define. Vai fazer intercâmbio na cidade de Goiânia e acredita que uma
das melhores formas de aprender a cultura de um país é se relacionando com
alguém do local.
Depois
de duas tentativas frustradas, ela conhece Eric, um rapaz com quem se
identifica totalmente e que lhe faz experimentar verdadeiramente um pouco da
cidade: degustando a comida, fazendo passeios românticos e conhecendo um pouco
mais sobre o jeito de ser dos goianos.
Eric
embarca para um intercâmbio de 2 anos na Itália e deixa Julie muito triste.
Depois de alguns dias, ela se recupera e descobre novas formas de se relacionar
com a cidade, no contato com as pessoas e com os serviços do lugar.
Os
meses de agosto e setembro são o grande teste para adaptação de Julie à
Goiânia: quando ela tem que lidar com o calor e a secura do lugar, percebendo
que adquiriu também algumas dessas características.
O
curta não apresenta muitos efeitos especiais e similares. Sua maior força está
na narração de Julie – com falas criativas e jogos discursivos interessantes –
e nas imagens do lugar, que privilegiam mostrar os personagens dentro de um
espaço bem caracterizado, como coadjuvante do enredo.
A
cena final – de Julie parada no centro de uma escada, em uma estrutura de
concreto, rodeada de carros, prédios, árvores e postes, típicos de um ambiente
urbano – traz uma fotografia muito expressiva do tema principal do curta.
Por Roberta C. G. de Almeida
Nenhum comentário:
Postar um comentário