O
curta metragem dirigido por Jorge Furtado e José Pedro Goulart, que foi
produzido em 1984, conta a história de dois grupos diferentes: um formado por
senhores integrantes de uma ordem religioso-monarquista e outro um grupo de jovens
fantasiados para uma festa.
Descrição
de quem viu:
Em
um plano médio, o curta começa com um jantar da família - tradicional e
religiosa- e uma discussão sobre a festa que as filhas farão naquela noite –
mesma noite em que haverá uma reunião de um grupo de senhores. Os cenários são harmoniosos,
tanto em cores, quanto em decoração.
A
próxima cena já é a hora marcada para a reunião e a festa. Os convidados começam
a chegar. Os cortes são secos e nos levam diretamente para a próxima cena, que
é a reunião do grupo religioso-monarquista, onde o pai das meninas que farão a
festa fala aos outros integrantes do grupo.
Simultaneamente
ouve-se uma música tocando e, em cena, surge o porão onde as filhas realizam a
festa à fantasia com muito rock’n’roll.
O
jogo de imagens faz o contraste entre o religioso e certo, e o profano e errado.
Mostra os religiosos e a religião tentando resistir ao mundo de pecados e
tentações.
Durante
a festa e a reunião, um temporal faz com que a luz acabe. A partir desse
momento, passa-se a trabalhar com as luzes, sombras, pausas de diálogos e
escuridão total.
Os
religiosos relacionam a festa com o fim dos tempos, antes, durante e depois de
uma confusão envolvendo todos dos dois grupos. Os jovens vestidos de animais invadem a sala de reunião dos senhores
e é cravada uma batalha de cunho religioso (para os senhores) e porque uma das
jovens foi agredida por um senhor (para os jovens).
As
versões são pertencentes única e exclusivamente a cada grupo e a conclusão sobre
o final da história fica a cargo de cada expectador - ao meu ver os dois mundos tão distintos se cocaram e tornaram-se um só, com suas diferenças, mas com algumas semelhanças, entre as quais a principal é a vontade e a busca por algo que é considerado por cada um o "certo" e "bom".
Assista, tire suas conclusões e fique à vontade para comentar:
Por
Stacy Barbosa
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